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domingo, junho 24, 2018

Dia da Criança

O dia em que fomos «semear» cadernos e brincar através do DESENHO. Em Rabo de Peixe na Escola Básica Luísa Constantino as crianças oferecem abraços de contentamento, uma delícia. Os «grandes» também gostam de os partilhar (cadernos e abraços). Julgo que esta foi -oficialmente- a última atividade com este 12º ano e foi uma bela forma conclusão do ano letivo e simbólica também... depois, no Miradouro da Igreja, enquanto faziam um registo da paisagem, desenhei-os a todos e fomos almoçar. Falta a Tatiana Sousa, que regressou a casa.
Sim, vou ter saudades!

domingo, maio 27, 2018

São Roque | São Miguel


A praia de São Roque, fica abrigada e menos exposta do que a Praia Grande do Pópulo, que se vê- no desenho- na base da Serra de àgua de Pau. Atualmente as escolas de surf usam-na como sala de aula e os turistas usufruem dela sem constrangimentos. Esta praia não passava despercebida -apenas- aos locais. Recordo-me de a tratarem por praia dos canibais e nem  tinha nadador salvador. Há, felizmente, coisas que mudam.
(Caneta caligráfica, lápis de cor, grafite e aguarela)                                                      «in situ»

Lagoa das Furnas


Hoje arrisquei, com o pouco tempo que tinha aventurei-me na panorâmica da Lagoa da Furnas. Usei um leporello que a HFM fez e me ofereceu. Como me faltaram duas páginas acabei por retirá-las da outra extremidade e acrescentei o desenho de modo a conseguir acabar -à direita- na casa dos barcos. O tempo passou sem que eu desse conta dele, já os «rapazes» não tiveram a mesma sensação, haaaaaa...  

(Caneta caligráfica, lápis de cor, grafite, aguarela e café)                                                      «in situ»

sexta-feira, maio 25, 2018

Desenhar com (IX) Helena Monteiro





O 35º Encontro USK P Açores foi, no Claustro/ jardim da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, a Desenhar com (IX) Helena Monteiro. Esta nossa querida amiga, fez uma oficina muito apelativa e divertida. Construímos cadernos «de campo» com saquetas de papel e tivemos a oportunidade de ver uma das suas viagens em desenho. Eu fiz dois cadernos (de diferentes formatos).
Gostei muito da experiência e da atitude pragmática da HFM que nos prendeu durante toda a tarde. Estivemos mais de vinte pessoas de todas as idades e comprovadamente de entusiasmo identico. Obrigada Helena pela partilha com o grupo em São Miguel. Agradecemos também à Diretora e à Drª. Raquel Sousa a disponibilidade e simpatia com que participou e nos ACOLHEU.

(Caneta caligráfica, lLumacolor permanente, marcadores  e carimbos)                                          «in situ

Banda da Zona Militar dos Açores - Reportagem Stº Cristo 2018 [10 de maio]

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Estes foram os meus  dois últimos registos para a reportagem.
A Banda da Zona Militar dos Açores, por tradição,  encerra as festas. A sua prestação é normalmente dinâmica e alegre e este ano, nesse aspeto, não foi diferente, mas a atuação foi interrompida  pela chuva. Os nossos desenhos também foram borrifados... os sketchers que estavam presentes acabaram por se dispersar e os que chegaram mais tarde já não apanharam ninguém no campo. Não me apeteceu desenhar o fogo de artifício, embuziei e além disso, assusto-me sempre com os foguetes... 
Tive pena de não termos uma foto com todos os envolvidos no projeto ou, pelo menos, com todos os que por ali estiveram no último dia, mas conta a intenção e a vontade de, entre nós, desenharmos (ao longo de 12 dias) as festas e isso certamente que foi conseguido. Para mim, foi uma experiência tremendamente cansativa, mas inspiradora e saí dela renovada e com outro «olhar». Parabéns a todos os que participaram: Ana Cristina Moscatel, André Medeiros, André Vieira, António Cabral, Beatriz Arruda, Bernardo Silva, Carolina Furtado, Daniela Sousa, Fabiana Velho Cabral, Francisco Queiroz, Graça Viveiros, Isabel Albergaria, Ivo Baptista, Joana Reis, José Cabral, Laura Viveiros, Mafalda Ponte, Margarida Rodrigues, Maria Martins, Maria Rodrigues, Mário Ledo, Maura Barreto, Nicole Correia, Pedro Arruda, Raiane Oliveira, Raquel Sousa, Ricardo Cruz, Sandra Medeiros, Sara Estrela, Sónia Rosmaninho, Sotero Drumond Silva, Tatiana Sousa, Teresa Mota e Tomás Ferreira. Agradeço também ao João Gonçalves Dias, Lúcia Couto e ao Luís Caetano a paciência e a determinação fotográficaÀ Helena Monteiro e Celeste Vaz Ferreira - que vieram de propósito - agradeço a amizade e o amparo. Estou  (pessoalmente e em nome do coletivo) grata a todas as pessoas que nos ajudaram a realizar a reportagem in loco das festas: Sr. Cónego Adriano Borges, Sr. Ruy Pacheco, Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Dra. Raquel Silva, Sr. Tenente Coronel Favita Marchã (Forte de São Brás), Dra. Ana Paula Andrade (Conservatório Regional de Ponta Delgada), Sr. Pe.Paulo Borges e à minha querida Ana Catarina Pimentel pelo apoio incondicional.


_obrigada!

O Arraial e as Gulodices - Reportagem Stº Cristo 2018 [9 de maio]

Fiz o primeiro registo ao som dos «Filhos da Terra» da Ribeira Chã. Notou-se um decréscimo no número de pessoas a assistir, sinal de que as festas se aproximam do fim.
No Coreto, registei alguns sketchers que estavam comigo a desenhar: José Artur,  Helena Monteiro, Tatiana Sousa e Sandra Medeiros. A sobreposição dos elementos compositivos pretende conferir uma dimensão temporal ao registo.

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela, marcador, carimbo e grafite)                                       «in situ»

Diversão | Reportagem Santo Cristo2018





E claro, que tivemos de fazer parte da brincadeira... os matraquilhos e os carrinhos de choque. Os aviões «matam-me», mas o meu filhote adora estas coisas e no fim é sempre divertido.

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela, marcador e grafite)                                                «in situ»

Arrematação de ofertas - Reportagem Stº Cristo 2018 [7 de maio]


Foi dia de Arrematação de ofertas e pequenos animais domésticos no adro do Santuário. A mesa constituia-se pela  irmandade do SSCM e o cenário foi  de licitação. As ofertas iam chegando de todos os géneros (bolos, pinturas, galinhas, pombos, coelhos, cabras, carroças, fruta, etc..) e sendo apresentadas à multidão que ali estava com o propósito de assistir e participar. Conseguimos ficar no certro das operações (fomos, novamente, muito bem tratados). Estava muito sol e não foi fácil ficar por ali a desenhar durante muito tempo, mas a experiência foi incrível pela forma e pelo conteúdo.
(Caneta caligráfica, lápis de cor, grafite e aguarela )                                                      «in situ»

quinta-feira, maio 24, 2018

Homenagem... | Reportagem Santo Cristo2018 [7 de maio]


Não gosto nada de desenhar automóveis muito menos em movimento. Encarei a tarefa como mais um desafio entre todos aqueles - imprevistos - que ocorrem no desenho in loco. Todos enfeitados, os carros e motas passaram em desfile na frente do convento da Esperança. A zona estava repleta de pessoas a assistir às Homenagens da Polícia de Segurança Pública, dos Bombeiros Voluntários, dos táxis da Associação dos Táxis de S. Miguel e Santa Maria e dos Motociclistas de S. Miguel. Foi rápido e ruidoso, muito ruidoso. Fiz o meu desenho e fomos a correr levar a Celeste e o João ao aeroporto. Já sinto falta da companhia e até daquela «zoeira» que a minha amiga produz, enquanto desenha.
(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela e grafite)                                                       «in situ»

Depois da procissão - Reportagem Stº Cristo 2018 [6 de maio]


Sentei-me nas escadas do Santuário a observar o espaço. O João V. Dias quis fotografar a iluminação e o José Artur acompanhou-o. A Celeste V. Ferreira sentou-se ao meu lado e começou a desenhar. Senti que devia desenhar aquele momento,  mas  estava exausta e preguiçosamente usei os meus carimbos para sugerir a confusão que nos envolvia. Era tarde, a imagem tinha recolhido pouco tempo antes, havia gente por todo o lado e muitas aparas de madeira misturadas com folhas de criptoméria, pétalas e lixo, muito lixo. Os técnicos da RTP Açores apareceram para desfazer o «aparato» que ali tinham montado, o cansaço estava estampado na cara das pessoas... 
(Caneta caligráfica, Marcador, aguarela, lápis de cor e carimbo)                                                   «in situ»

A procissão | Reportagem Santo Cristo 2018 [6 de maio]

Finalmente, na varanda da Santa Casa da Misericórdia, com uma vista privilegiadíssima sobre todas as ocorrências. Deixo aqui o meu agradecimento ao Sr. José Francisco Silva (Provedor da Santa Casa)  e à dra. Raquel Silva (Diretora Geral)  pela confiança e apoio dado aos Urban Sketchers.
Em Desenho, costumo dizer aos meus alunos que mais vale assumir os erros do que os disfarçar ou insistir neles. Tendo a consciência do erro, seguir em frente (adequando) ou parar a tempo será uma boa opção. Este desenho reflete isso, o meu deslumbramento pela paisagem e a dificuldade em organizar as ideias. Apesar do desfasamento de proporções o registo capta a saída do guião e o início da  procissão...



A procissão do SSCristo dos Milagres realiza-se desde 1700 (ou 1698 ?) na sequência de uma crise sísmica prolongada e «com o intuito de acalmar a ira divina». É considerada uma das maiores manifestações religiosas do País. O cortejo integra uma multidão de devotos, instituições publicas e privadas, associações etc. toda a sociedade, de algum modo, se faz representar e percorre as principais artérias de Ponta Delgada, passando por igrejas e mosteiros leva várias horas a passar. 
No desenho, desta vez, procurei representar a procissão e alguns elementos que a compunham, não me prendi ao lugar...    

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela e grafite)                                                   «in situ»

sexta-feira, maio 11, 2018

Missa Campal | Reportagem Santo Cristo 2018 [6 maio]

A missa foi acompanhada pelo coro e orquestra do Conservatório. O Campo estava repleto de pessoas. Eu lá fiquei num cantinho, junto à plataforma da RTP. O Cameraman deixou-me pousar a mochila e os pincíes e isso deu-me maior conforto enquanto desenhava.
A missa foi acompanhada pelo coro e orquestra do Conservatório Regional de Ponta Delgada e juntaram-se meninos de outras ilhas. Tive imensa dificuldade em apanhar a Mestrina - a Professora Ana Paula Andrade - estava imparável.

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela e grafite)                                              «in situ»

quinta-feira, maio 10, 2018

Mudança da Imagem | Reportagem Santo Cristo 2018 [5 maio]

Após o Te Deum, fomos (eu e a Celeste) a correr para a Santa Casa da Misericórdia para nos juntarmos a alguns elementos do grupo que lá estavam a desenhar (outros encontravam-se no forte de São Brás e distribuídos pelo Campo). Não tive tempo de chegar à varanda, e abri uma das janelas no vão das escadas (entre pisos) e foi o que captei. Mais tarde apliquei - simbolicamente - alguns verdes.
Depois vim até à entrada do edifício que considero muito bonita e enquanto conversava com o Sérgio Ávila sobre os Açores e projetos (...) desenhei calmamente o espaço. Em último plano coloquei aqueles que passavam na procissão e a Celeste, mais próxima de mim, sentada na escadaria a desenhar. E lá subi a escadaria para aceder à vista magnifica que o sr. Provedor da Santa Casa nos proporcionou. Apenas iniciei um desenho, mas não concluí. Pensei continuá-lo no dia seguinte, na Procissão.

A Mudança da imagem para a igreja de São José deu-se à meia noite. Ainda fui, com a Maura, tentar desenhar durante a Vigília em São José. Seguimos a multidão, assistimos à celebração da eucaristia (sem desenhar) e quando terminou já estávamos muito cansadas e desistimos da ideia inicial.  Fomos para casa descansar para conseguirmos estar aptas para desenhar o dia seguinte. À saída demos de frente com a Carolina Furtado, estava a chegar. Acredito que tenha desenhado alguma coisa e que mostre aqui.

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela, marcador acrílico e grafite)                                       «in situ»

Porta Regral e TE DEUM | Reportagem Santo Cristo 2018 [5 maio]

À Porta Regral justapunha-se um tapete -púrpura- de pétalas de rosa. As relações cromáticas pareceram-me perfeitas, com nuances de solenidade e poesia. O verde e a paleta floral quebravam a monocromia do espaço que parecia não ter a dimensão adequada ao número de pessoas que ali se encontravam e que aguardavam expectantes pelo vislumbre da imagem. Fiquei em frente à porta com a Celeste Vaz Ferreira, e como todos os outros, à espera. Desenhámos a envolvência para que conseguíssemos introduzir a imagem quando a porta abrisse. Fiz diversas tentativas frustradas (...) depois, foi tudo muito rápido. Deixei de ver fosse o que fosse, «choveram» sacerdotes e o pátio tornou-se muito pequeno e apertado. Atrapalhei-me e em desespero soltei um: «ai que não vejo nada» que pelos vistos se ouviu. Um Padre desviou-se (gentilmente) cedendo-me temporariamente o seu lugar. Isso permitiu-me sugerir a imagem no andor.

O Te Deum é um hino cristão, usado na liturgia católica, foi cantado com veemência pelo Conservatório Regional de Ponta Delgada.
(Caneta caligráfica, aguarela, lápis de cor, grafite e carimbo)                                                «in situ  

As promessas... [5 maio]





Nesta ocasião o Campo fica com um ambiente pesado e dramático. Muitas pessoas cumprem as suas promessas, andando de joelhos à volta do CAMPO apoiadas em círios ou abraçando-os em esforço.
(Caneta caligráfica, marcador, lápis de cor, carimbo e grafite)                                                         «in situ  

segunda-feira, maio 07, 2018

os Romeiros [5 maio]


O Coro alto da Igreja do Santuário é incrível, os meus desenhos não são reveladores daquele LUGAR misterioso. Naquele dia os Romeiros transbordaram-no de emoção cantando. Tentei - com o tempo que tinha - fixar isso no meu caderno.                                                                           | 5 de maio 2018

(Caneta caligráfica, lápis de cor e grafite)                                                   «in situ  

Acender das Luzes [4 maio]

O acender das luzes é, em São Miguel, pela sua simbologia um momento de grande curiosidade e alegria popular. Em absoluto contraste com a escuridão da noite  o Convento emancipa-se com intensa iluminação. Tinhamos combinado o ponto de encontro no coreto, não foi fácil alcançá-lo. 
Depois as pessoas lá se disperçaram  conseguimos avançar e aos bocadinhos conquistámos o Coreto e lá nos pusemos a desenhar a ambiência na companhia da Banda Triunfo (Banda dos Cães).

(Caneta caligráfica, marcador, lápis de cor, tinta da China e grafite)                                           «in situ  


sexta-feira, maio 04, 2018

Antes do ACENDER DAS LUZES.... [4 maiol]

Antes do ACENDER das luzes tudo se movimenta numa rede intrincada de afazeres, aposto que acendem à hora marcada.
(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela, marcador e grafite)                                                  «in situ      

As Flores | Reportagem Santo Cristo 2018 [28 ABRIL]

Enquanto aguardávamos pela hora da Conferência de Imprensa para apresentação da Capa da Imagem, fomos desenhando o Claustro do Convento da Esperança. O ambiente de azáfama -apenas pelo ritmo e desfecho das ocorrências- consegue converter a luta contra o tempo em serenidade. Cada pessoa tem a sua função especifica e determinada. Os arranjos vão-se fazendo com as flores que são oferecidas, as que vão chegando integram a «pintura» de modo muito preciso e especial.

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela e grafite)                                                      «in situ»



Apresentação da Capa | Reportagem Santo Cristo 2018 [3 maio]


O acesso à conferência de Imprensa para apresentação da capa de Santo Cristo foi restrito, podendo incluir 4 sketchers do grupo que estava presente e assim, enquanto a cerimónia ocorria, deixei-me ficar com os restantes -no silêncio- a tentar captar o espaço e aquele ambiente...

(Caneta caligráfica, lápis de cor, aguarela, carimbo e grafite)                                                            «in situ»