segunda-feira, março 09, 2015

FOCADO-DESFOCADO_Desafio 52

Hoje, enquanto preenchia um «espaço vazio» no meu horário, vagueando - em pensamento e olhar - à procura de uma resposta para este desafio que me remeteu, de imediato, para o «OUT OF FOCUS» onde Woody Allen faz um registo metafórico inquietante...

Tenho o privilégio de trabalhar numa escola que se situa num antigo palácio: o Palácio da Fonte Bela. É um edifício romântico e que, além de muitos outros espaços, integra um jardim da mesma época. Pela janela, do gabinete do meu grupo disciplinar, avistam-se duas palmeiras que ultrapassam, em muito, o pé direito da sala. 
Fiquei à espera de uma «boa nova» trazida por algum pisco de papinho ruivo que eventualmente por ali passasse. Apercebi-me que, de tantos vidros, apenas um bloqueava a minha procura. Roubada foi a nitidez do vislumbre e aquele vidro fosco passou a destacar-se no janelão!

(Pilot G-TEC-C4, grafite, posca branca e aguarela)                                                                                                                     | «in situ» |

quarta-feira, março 04, 2015

Rua Arístides da Mota

Um caderno novo tem sempre vantagem sobre os antigos... haaa, ainda não concluí o antigo mas, resolvi experimentar o Venezia Book que pedi que me trouxessem de Lisboa, o papel Fabriano de 200 mg apela para a experimentação...

(Pilot G-tec-C4, grafite e aguarela)

terça-feira, março 03, 2015

Encontro 07 | Sete Cidades | 01 Março 2015_#3

Para nos abrigarmos do frio, eu e o Zé, dirigimo-nos à esplanada do café Green Love. Sentámo-nos perto do Paulo Brilhante que ali estava em processo de «acabamento», dando as últimas camadas de aguarela nos seus «rabiscos». Chegaram a Sofia Botelho e a Cristina Moscatel e alguns cafés se tomaram na esperança de que as chávenas estivessem quentes. O Mário também se juntou a nós, depois o Gabi Campanario e todos sucessivamente... desenhámos, em conversa, aproveitando o tempo até ao limite. E chegámos ao final do encontro!!!

Depois, chegou a hora de partilhar os desenhos e os mais novos estavam delirantes com a presença do Gabi Campanario (o fundador do grupo USK) e contentes por reverem o Mário Linhares


Além disso, não é todos os dias que podemos ver, in situ, o trabalho da Brenda Murray e da Jessie Chapman. O núcleo «duro» dos UKS é muito simpatico, acessível, comunicativo e simples. Gostaríamos de voltar a tê-los por cá!!!
Depois da partilha dos desenhos, deu-se lugar à fotografia de praxe, onde não constam algumas das pessoas que sairam mais cedo mas, ainda asssim, comprova que o evento foi bastante participado!!
Manuel Silva, Gil Silva, Inês Peixoto, Leonor Peixoto, Maria Sofia Meirelles, Sara Azad, Sara Rocha, José Artur Cabral, Brenda L. Murray, Inês Gonçalves, Daniel Borges, Mário Linhares, Sofia Carolina Botelho, Pedro Pascoal, Susana Câmara, Cristina Moscatel, Sandra Medeiros, Jessie Chapman, Paulo Henrique Melo, Ricardo Martins, Paulo Brilhante, Gabi Campanario, Madalena Correia, Iúri Arruda, Pedro Pedroso, Luísa Guimarães, Alexandra Baptista , Cristina Neto (que foi embora mais cedo com o Diogo Sequeira, Mariana Fernandes e Catarina Martins), Joana Ramos e Carlos. Julgo que não me esqueci de ninguém, haaa sim, a Laura e o António estavam algures na brincadeira!

(Pilot G-TEC-C4, grafite e aguarela)                                                                                                                                               | «in situ» |

Encontro 07 | Sete Cidades | 01 Março 2015 #02

Devo ter sido a última a chegar às Sete Cidades... já estava toda a gente envolvida a desenhar, dei uma volta para cumprimentar os sketchers mais novos e os outros também... Senti-me perdida no meio de «tanta natureza» e dei uma volta a tentar perceber o lugar. Aqui, a cratera do vulcão (lagoa) envolve-nos e é de tal forma abrangente que nos sentimos dentro da «pintura» mas fora do lugar... comecei por me sentar no pontão onde a brisa era gelada...


Apreciei, novamente, a obra do Arquiteto Souto Moura que vai estando- gradualmente- mais cúmplice da envolvência.
   


Este foi um encontro muito especial, porque também participaram os membros do grupo internacional
Brenda Murray, Gabi Campanario, Jessie Chapman e Mário Linhares que vieram -este ano- até Ponta Delgada para organizar a programação anual.

(Pilot G-TEC-C4, caneta de feltro, grafite e aguarela)                                                                                                               | «in situ» |

Encontro 07 | Sete Cidades | 01 Março 2015_#01

«Conta a lenda que há muitos, muitos anos, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, existia um grande reino onde vivia uma jovem princesa de olhos azuis, muito bela e bondosa.
A princesa gostava muito da vida no campo e uma das suas actividades favoritas era passear pelos campos, sentindo o cheiro das flores, molhando os pés nas ribeiras ou apenas apreciando a beleza dos montes e vales que rodeavam o reino.
Um dia, durante um dos seus longos passeios, a jovem princesa passou por um prado onde pastava um rebanho. Ali perto, tomando conta do seu rebanho, estava um simpático pastor de olhos verdes, com quem a princesa decidiu conversar.
A princesa e o pastor falaram muito. Falaram dos animais, das flores, do tempo e de todas as coisas simples e belas que os rodeavam. Depois deste dia, os dois passaram a encontrar-se todos os dias para conversar.
Os dias e as semanas foram passando, e a princesa e o pastor encontravam-se todos os dias no mesmo lugar onde se tinham conhecido. Com o passar do tempo foram-se apaixonando e acabaram por trocar juras de amor eterno.
Mas a notícia dos encontros da princesa com o pastor acabaram por chegar aos ouvidos do rei, que não ficou nada satisfeito. Queria ver a sua filha casada com um príncipe de um dos reinos vizinhos e, por isso, proibiu-a de voltar a ver o pastor.
Por respeito ao pai, a princesa aceitou esta cruel decisão, mas pediu-lhe que a deixasse ir mais uma vez ao encontro do pastor para se poder despedir dele. Sensibilizado, o rei disse-lhe que sim.
A princesa e o pastor encontraram-se pela última vez nos verdes campos onde se conheceram… Mais uma vez, passaram o tempo a falar longamente sobre o seu amor e igualmente sobre a sua separação.
Enquanto conversavam choravam também.
E choravam tanto que as lágrimas dos olhos azuis da princesa correram pelo vale e formaram a lagoa azul; já as lágrimas dos olhos verdes do pastor caíram com tanta intensidade que formaram a lagoa de água verde.
Por fim, os dois amados despediram-se e as lágrimas choradas pela sua separação formaram duas lagoas que ficaram para sempre juntas - tal como os dois enamorados, nunca se poderiam unir, mas também nunca se iriam separar.
Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde: são chamadas de "Lagoas das Sete Cidades". Nos dias de sol mais brilhantes, as cores das duas lagoas são tão intensas que quase se consegue imaginar o olhar apaixonado do pastor dirigido para a sua princesa».

(Pilot G-TEC-C4, caneta de feltro e aguarela)                                                                                                                                | «in situ» |

segunda-feira, março 02, 2015

Camellia (Chá)

É um género de plantas da família Theaceae que produz as flores conhecidas como camélia, não é a única espécie conhecida simplesmente desta forma, mas é a mais popular. Estimam-se à volta de 3000 variedades e outros tantos híbridos entre esta e outras espécies do mesmo género. 
A introdução da cameleira (também conhecida por Japoneira ou Rosa do Japão) em Portugal foi feita durante o período dos Descobrimentos, quando os portugueses iniciaram relações comerciais com o Japão e com a China (onde o género Camellia é endémico). Apesar da cameleira se dispersar por todo o arquipélago do açores, é em São Miguel que existe a maior concentração de variedades e uma maior diversidade genética. Trata-se de uma planta muito comum em jardins públicos e privados, sendo utilizada como arbusto, árvore, sebe para proteção contra ventos fortes ou como divisão de espaços.

O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais e a planta do chá. Um chá com esta marca/ nome seria, provavemente redundante mas com piada... (até encontrei um caso na net), seria o mesmo que atribuir ao chá a marca: Chá... gosto da ideia!

(Pilot G-TEC-C4, caneta de feltro, grafite e aguarela)                                                                                                                | «in situ» |

domingo, março 01, 2015

DIÁRIO DE VIAGEM – COSTA DO MARFIM DISTINGUIDO COM O PRÉMIO COUP DE COEUR

O livro “Diário de Viagem – COSTA DO MARFIM” de Mário Linhares e Ketta Cabral Linhares, foi distinguido com o prémio “Coup de Cœur” na categoria “Carnet de voyage international“, que distingue o melhor diário de viagem editado fora de França.
Aconteceu no Festival “Rendez vous du carnet de voyage, o principal festival de diários de viagem do mundo, realizado em Clermont-Ferrand, França.

Entrevista com os autores AQUI.

Este livro foi apresentado por Mário Linhares -um dos autores- na Escola Secundária Antero de Quental (hoje dia 28 de Fevereiro de 2015 às 17h30) na Biblioteca e teve a presença entre outros dos sketchers Gabi Campanario, Jessie Chapman e Brenda Murray.
“A viagem à Costa do Marfim acontece na consequência de dezasseis anos de trabalho conjunto com os Missionários da Consolata. A ideia da missão e dos missionários era, antes disso, uma coisa fugaz e cheia de ideias prévias. Foi duro descobrir a utilidade do desenho em territórios tão longínquos. Mais fácil foi entender o que os missionários fazia, nestas aldeias onde o tempo parece não passar. Assim, ir a uma qualquer missão da Consoloata é sempre uma viagem ao desconhecido e ao encontro com uma verdade autêntica. Nunca é turismo a locais históricos, mas a possibilidade de nos encontrarmos verdadeiramente com as pessoas. Marandallah é o nome da aldeia onde desenhámos durante quase um mês e a questão que resume tudo é o tempo., Há que tê-lo para conseguirmos fazer qualquer coisa. Contudo, como sempre, queremo-lo tanto que o compraríamos se pudéssemos, mesmo sabendo que é uma dádiva tão humilde e generosa que desafia a nossa sabedoria no modo como o usamos. O desenho tem-nos ensinado como o tempo é precioso. Não vale a pena correr contra, mas deixarmo-nos adentrar e perder nele, apreciando a aparente pausa a enriquecer o olhar.


Esta viagem vem no tempo certo. Aquele em que o desenho nos exige uma pausa. Saber parar para desenhar. Saber escolher o que desenhar e, mais importante que tudo, deixar que o desenho possa ser contaminado pela novidade de uma realidade tão diferente e entusiasmante, exigindo, por isso mesmo, um olhar renovado, depois de ideias velhas, à procura de crescer com o ancestral e o contemporâneo.
Nunca se passaria tanto tempo a conversar com uma pessoa desconhecida do interior remoto da Costa do Marfim se não fosse pelo desenho. Este é, definitivamente, um novo modo de relação com as pessoas, de as conhecermos melhor e nos sentirmos próximos. Há um sentimento muito forte que nos assalta em aldeias tão distantes como esta: “Eu podia ter nascido aqui. Este também é o meu mundo.”
Desenhar na África Negra é, inevitavelmente, um encontro com a essência do ser humano, com o estado mais puro e desprendido que alguma vez conseguimos ter. É a sensação de marcar a história pessoal com as palavras que estão por inventar.”


Mário e Ketta



O Livro é muito rico, um belíssimo objeto de deleite, sobre uma vivência que nos revela sobre o homem e a humanidade de maneira totalizante. Trata-se de um objeto de comunicação pleno de imagens e sensações... é peculiar e enorme porque é muito maior do que a sua dimensão!!!
Orgulho-me de poder ter estado no lançamento e por constatar o carinho com que a Escola Secundária Antero de Quental acolheu o autor.

sábado, fevereiro 28, 2015

Impaciência

Em certas ocasiões os dias parecem intermináveis e os objetos que nos rodeiam passam a ser vistos com outros olhos... o desenho facilita o preenchimento temporal e o seu questionamento também...

(Pilot G-TEC-C4, caneta de feltro, grafite e aguarela)                                                                                                               | «in situ» |

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Diário de Viagem | Costa do Marfim



Quase um ano depois, Mário Linhares (USK Portugal) regressa aos Açores para apresentar o livro que relata e ilustra a aventura que nos contou pessoalmente em 2014. Os Urban Sketchers Açores e a Escola Antero de Quental, nossa parceira activa desde o início, tem o prazer de convidar todos os sketchers, amantes do desenho e de boas histórias de viagens a estarem presentes no dia 28 de fevereiro, sábado, a partir das 17:30h, na biblioteca da Escola Secundária Antero de Quental para a apresentação do livro "Diário de Viagem | Costa do Marfim, da autoria de Mário e Ketta Linhares.

Passeio ocular

 Estou há já uns dias doente, sem me poder levantar.
 De uma das janelas cá de casa avisto os telhados da cidade e viajo até ao mar....

eu vou, 
eu vou espreitar pelas outras janelas para os olhos «desentediar» e para os levar a passear...





(Pilot G-TEC-C4 e aguarela)                                                                                                                                                  | «in situ» |