sábado, abril 09, 2016

Segundo exercício com Mário Linhares....


O segundo exercício que o Mário nos propôs foi inspirador...tentei resolver o problema em três tentativas.
A água, deu-me o mote para o desenho. Situava-me mesmo entre a fonte (chafariz) perto do Forte de São Brás e o Campo de São Francisco. Os repuchos ficaram em primeiro plano e como tinha, no meu albúm de Grafias, uma página previamente marmoreada (Ebru) usei-a para transmitir essa liquidez. Os registos sobrepõe-se em três planos com técnicas ou cores diferentes. «Há um primeiro tempo de confusão, de conflito, de choque, de esbarrar com a realidade, é o "primeiro dia", um segundo tempo de interiorização, de reflexão, de "metabolização" desse acontecimento. Virá, então, um terceiro tempo e momento, o "terceiro dia", quando começamos a ver as coisas com outros olhos...»
A minha segunda tentativa, o segundo plano - a azul- aproxima-me da estátua ao emigrante de Alvaro França. É um homem que enfrenta as intempéries da vida e avança protegendo a mulher e o filho. Mergulhei no Campo de São Francisco e no coreto, no centro da praça, estavam uma série de crianças que brincavam, corriam e soltavam gargalhadas descomprometidas e contagiantes. Sobrepu-las ao momento anterior propondo uma certa alegria e dinamismo. Percebemos que «...as crises graves podem ser uma oportunidade de renovação...»
A terceira abordagem levou-me a olhar mais profundamente para o Campo de São Francisco que é um lugar patilhado tanto pela crença como pela indigência, é por vezes muito triste! Deixei-me percorrer- visualmente- o Campo e viajei até à âncora da «esperança» sobre o banco onde Antero de Quental tentou o suicídio e... terminei salpicando a vermelho...
Quando cheguei ao ponto de encontro já lá estavam a Emmanuelle, Estela, Isabel, Luísa, Sofia, Teresa, Ketta, Mário e Matias. Um grupo muito simpático e com quem gostei muito de estar. Partilhámos os desenhos que fizemos e ficámos um pouco à conversa enquanto a Ketta se deliciava com um pincel com o depósito cheio de Lixívia. Foi apagando algumas marcas de ecoline e explorando expressivamente os efeitos e manchas provocadas pela subtração. Combinámos encontro para o dia seguinte e desta vez a Sofia Carolina Botelho também estará presente.





(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais, Posca e caneta de tinta da china s/ Ebru)  | «in situ» |

quinta-feira, abril 07, 2016

Mapear o som nas Sete Cidades

Mapeamento sonoro em panorâmica a 360º | Exercício proposto - Mário Linhares

Estas foram as minhas tentativas de mapeamento sonoro... na primeira tentativa fui sobrepondo os sons, dos pássaros que vinham em diferentes direções ou ocorriam no mesmo lugar e as palavras. Foi então que senti que tinha de distinguir e organizar melhor o que ouvia. Numa segunda vez, tentei marcar e destrinçar os sons - os agradáveis do ruído - os agradáveis são sempre envolventes e «inspiráveis» e o ruído... perturbador. Marquei ainda as intensidades, trajetórias e «texturas» do que fui ouvindo, as cores permitiram-me, também, diferenciar, mas acabei por me esquecer que a panorâmica a 360º não era apenas auditiva, aaaah esqueci-me! Tive a sensação que tudo o que se movia emitia som... do vento, às folhas das árvores, das máquinas às pessoas...
(O pequeno postal, tinha-o feito e colocado no meio do caderno, já nem me lembrava dele... não cheguei a partilhá-lo.)
pensei que esse movimento sonoro - na paisagem - a dada altura, permitia defini-la formalmente... não consigo explicar isto muito bem e preciso de voltar a ESTAR na lagoa das Sete Cidades ou noutro lugar, igualmente inspirador,  para tentar VER e OUVIR.

«Picnicámos» e entretanto começou a chuviscar, voltámos a Ponta Delgada para o desafio da tarde.







(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais, Posca e caneta de tinta da china)         | «in situ» |

Desenhar com Mário Linhares, Ketta Linhares e Miguel Franco

Parece Off the Record... foi tudo combinado de véspera. Tivemos a sorte de ter por cá dois dos nossos (três) mentores: o Mário e a Ketta que se fizeram acompanhar do Miguel Franco (um sketcher Brasileiro que vive em Ankara na Turquia) e pelo pequeno e doce Matias (o mini Linhares). Encontrámo-nos na Matriz e lá ficámos à espera que chegassem. Ainda pensámos ser possível desenhar com o grupo que trouxeram -em retiro- aos Açores, mas alguns desencontros fizeram com que não nos conhecessemos pessoalmente, quase todos apanharam o avião de regresso a casa. Entretanto, os mais jovens, foram-se retirando para apanhar transporte para casa. Resistiu um pequeno grupo de entusiastas do desenho em caderno. Levei comigo um álbum de fotografias que converti em álbum de GRAFIAS e sobre um papel pouco convencional (às bolinhas) tive a intenção de registar as pessoas que por ali passavam e se iam sentando perto da igreja Matriz. 

Quando chegou e após uma partilha de desenhos  (feitos nos dias anteriores) o Mário desafiou-me a fazer um registo «para a posteridade»... ahhh, lá fiquei eu no seu magnífico caderno sob a matriz de Ponta Delgada, a página ficou linda, claro! A minha página, fi-la rápida e timidamente, com medo de fazer asneira por isso escolhi um papel liso, simplificando a minha atuação. Introduzi a cor branca posteriormente o que me permitiu destacar, por subtração, a garatuja do pequeno Matias.
Combinámos encontro para os dias seguintes o que foi, para mim, empolgante. É sempre um prazer aceitar desafios no desenho e neste caso,  aqueles que o Mário propõe.



(Zig Millenium, 0.5, Pentel FP10, Tinta acrilica, estilete e marcador Posca)                                                                                           | «in situ»|

terça-feira, abril 05, 2016

Album de GRAFIAS | i do 3d

Converti um album de fotografias em caderno de GRAFIAS e aproveitei para registar as experiências com o I do 3D que o meu filho encontrou para me fazer «pirraças» já que a minha 3D doodler não funciona como era suposto funcionar... foi uma tarde divertida, eu a fingir a terceira dimensão e ele a desenhar com ela.

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais, e caneta de tinta da china)                      | «in situ» |

segunda-feira, abril 04, 2016

Experiências com EBRU

Penso que exagerei um bom bocado, mas já tinha a mancha vermelha, previamente feita e era a unica coisa que tinha comigo quando fui tomar café ao Cais da Sardinha e me «plantei» a olhar para o Forte de São Brás.

(Pilot G-tec-C4, e aguarela sobre Ebru)                                                                                                                                       | «in situ» |
Hoje, nas Portas do Mar (em Ponta Delgada), atracou um barco estranhíssimo, um barco de carga em alto mar... amarelo e laranja saturado, com 98m de comprimento e 22m de boca. A sua tonelagem bruta é 6643 ton, o barco é, realmente, muito alto. A zona das esplanadas parece ter sido «engolida» com presença do EDDA F JORD.
(Pilot G-tec-C4, e aguarela sobre Ebru)                                                                                                                                            | «in situ» |

sábado, abril 02, 2016

CADERNO AZUL | sequência



Tentei estabelecer uma ligação com o registo anterior, através do céu (da Caloura) com a cadeira onde o Felini dorme refastelado.

(Zig Millenium, 0.5, Pentel FP10, Faber-Castell Pitt artist pen white 101***, Watercolour pencils-Derwent e Pentel color brush)        | «in situ» |

quinta-feira, março 31, 2016

Caderno azul | Caloura

A chuva não retira beleza à Caloura... cada recanto é um recanto. No bar da Caloura, sobre o calhau (à beira -mar) avista-se uma pequena  casa de arquitetura contemporânea e revestida a aço Corten. Observo-a com grande interesse...

(Zig Millenium, 0.5, Pentel FP10, Faber-Castell Pitt artist pen white 101***, Watercolour pencils-Derwent e Pentel color brush)        | «in situ» |

Caderno azul | resistência



 O meu filho é notívago, por ele - em férias - não se dormia, estava lindo estava.

(Zig Millenium, 0.5, Pentel FP10, Faber-Castell Pitt artist pen white 101***, Watercolour pencils-Derwent e posca)                | «in situ» |

quarta-feira, março 30, 2016

Caderno azul | reuniões

As reuniões são um bom pretexto para -aparentemente- estar distraída... desenhando o que ocorre.

(Zig Millenium, 0.5, Pentel FP10, Faber-Castell Pitt artist pen white 101***, Watercolour pencils-Derwent e posca)                | «in situ» |

quarta-feira, março 23, 2016

Caderno azul | Lazeira I e II


«Lazeira» de sexta-feira à noite... por vezes é o que apetece...

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton, Amsterdam e Giotto decor materiais)                                                                     | «in situ» |




Um sobre o outro ... no fazer e no sitio também (mas...em tempos distintos daí a divergência da escala), dois grandes dorminhocos.

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton, Amsterdam e Giotto decor materiais)                                                                          | «in situ» |