sábado, abril 30, 2016

Album de GRAFIAS | Pequeno almoço


O pequeno almoço nem sempre corre bem...

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais  e caneta de tinta da china)                               | «in situ» |

segunda-feira, abril 25, 2016

à espera...



Enquanto a aula de natação do António acontecia aguardámos no bar do Hotel...

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e  Derwent Graphik line maker 0.05)                                                |«in situ»|

domingo, abril 24, 2016

Album de GRAFIAS | descanso

Este caderno é francamente maior do que o habitual... tento adaptar-me aos formatos e às dimensões, desafiando-me com a estranheza do suporte... no inicio há sempre um certo desconforto. Pretendi estabelecer ligações entre os dois elementos que descansam na composição: o meu filho (ao fundo) e o meu saco com marcadores (no primeiro plano).

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais e caneta de tinta da china)          | «in situ» |

sexta-feira, abril 22, 2016

Album de GRAFIAS | unidade gráfica

à procura de unidade gráfica...

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais, lápis de cor e caneta de tinta da china)          | «in situ» |

segunda-feira, abril 18, 2016

Jardim António Borges | São Miguel

O Jardim António Borges em Ponta Delgada foi em tempos jardim botânico, retrata o espírito Romântico do século XIX. Foi em tempos da pertença de António Borges Medeiros, muito interessado por Botânica e foi responsável pela introdução de novas espécies (sobretudo exóticas) na ilha. A sua propriedade foi sendo transformada num interessante jardim botânico.  Hoje é um espaço público - do municipio de Ponta Delgada - e ainda reune uma diversidade de plantas razoável. É utilizado visitado diariamente por locais e visitado (atualmente com a recente vaga de turismo) por muitos estrangeiros. Reabriu uma pequena e simpática esplanada que acolhe quem ali quer almoçar, descansar ou... estar. O jardim tem - de longa data - problemas com segurança e consta que foi recentemente vandalizado, em vez de estar a policia municipal a monitorizar o local fechou-se um dos portões o que condiciona a circulação no seu interior mas não evita  problemas... neste dia internacional dos monumentos e sítios lamento que a Câmara Municipal de Ponta Delgada não invista mais no jardim...

(Pilot G-tec-C4, marcadores Amsterdam e Giotto decor materiais sobre Ebru)                                                                                 | «in situ» |

Album de GRAFIAS | reflexos

... Foi uma forma de me colocar neste novo caderno ali no meio dos reflexos que o espelho veicula.

(Marcadores windsor & Newton e caneta de tinta da china)                                                                                                | «in situ» |

domingo, abril 17, 2016

Chatices...


Isto de ser burocrata é uma grande chatice, o que gosto mesmo (no ensino) é de estar com os alunos e fazer coisas com eles, desafiá-los e criar condições para que possam agir criativamente... o resto, tudo o resto diz-me muito pouco, cada vez menos!

(Pilot G-tec-C4, marcadores Amsterdam e Giotto decor materiais sobre Ebru)                                                                                  | «in situ» |

quinta-feira, abril 14, 2016

Peri-feérica

Periférica, foi um seminário promovido pela associação Anda & Fala e teve oito oradores em torno da questão das «novas centralidades artísticas». Transformou o contexto “Açores” em ponto de partida para uma discussão sobre a relação entre centro e periferia. «Surge no sentido de haver uma crescente teorização e discussão sobre a criação artística contemporânea nos Açores, a georreferênciação do território através de conteúdos artísticos e a oportunidade de turismo criativo e intercâmbio internacional». Assisti a 2/3 do evento, intercalei com aulas que não pude deixar de dar.


Considero interessante o esforço da anda & fala e confesso que me quis manter «cfw». Provoca-me uma certa irritação quando os assuntos são abordados mapeada e superficialmente, propondo psicionamentos de menoridade perante outras escalas com maior capacidade de ampliação, mas compreendo a necessidade da reflexão, mas depressa compreendi que a conversa não era a costumeira e a intenção era de destriça. Os projetos e propostas apresentadas no seminário mostraram o sucesso enraizado na essência, necessidade  e autenticidade das mesmas e quando dirigidas à comunidade tornam-se da própria comunidade porque existiam laços e cumplicidades. Acredito que as «períferias geográficas» possam ser centros de interesse idiossincrático, mas também acredito que  a riqueza cultural - dos Açores e de todos os lugares - se faça da troca e da partilha: out-puts e in-puts entre uns e outros. Ser o centro é irrelevante, mas ser polo de ação /atração é fundamental. Respiro, desde longa data, o bafio de uma ambiência nepótica e «emmimesmada» que estremece e receia a novidade sobretudo se esta não lhe for afim e divergir no ADN.  Gostei de ver alunos de artes visuais - do ensino secundário - a assistir ao seminário e a resistir até ao fim, é bom que se interessem por estas questões e participem no debate que também lhes pertence. Na Periférica senti a períferia... foi uma conversa «dos mundos» com potencial introspetivo... e debate engrandecedor.
E, não deixo de sentir que, finalmente, emergem propostas que não são própriamente hóspedes das «habitués» e que apontam para uma certa renovação. Um conjunto de pessoas, jovens, com ideias frescas e livres  (espero eu) ou descomprometidas (quanto baste) para que a reflexão seja consequente e se torne inspirada e capaz de ENVOLVER e propor sem fundamentalismos, para fazer a diferença e MELHORAR, na cidade, na ruralidade ou na escola... assim se espera!

(a repetir-se o seminário, para o ano, proponho que a Periférica recrie o próprio nome mergulhando na centriferia: Peri-feérica, enfatiza a beleza (do lugar) que faz aumentar a  no projeto e o inverso também...)

(Artline 200 Fine 0.4  e Pilot G-tec-C4 sobre Ebru, Amsterdam e Giotto decor materiais, Posca e caneta de tinta da china 0,2)         | «in situ» |

segunda-feira, abril 11, 2016

14º Encontro USK Açores- São Miguel | Gruta do Carvão

O nosso encontro foi animado e com algumas caras novas e com e abertura e auxílio da associação amigos dos açores que nos propiciou e facilitou a entrada na Gruta do Carvão. Esta a cavidade vulcânica é a mais conhecida da Ilha de S. Miguel e da responsabilidade desta Associação que tem por fim defender e valorizar o ambiente... A gruta localiza-se «na zona poente da cidade de Ponta Delgada e tem uma extensão actual de 1912 metros repartida por 3 troços, um intermédio (Troço dos Secadores de Tabaco, Rua de Lisboa), com um comprimento de 701,8 metros e um a Sul (Troço João do Rego) com 300 metros e este a Norte (Troço Paím) com uma extensão de 880,2 metros. Documentos antigos e observações de campo indiciam uma dimensão muito superior à actualmente conhecida, podendo ter atingido dimensões na ordem dos 5 km de comprimento, desde o litoral até às proximidades da Serra Gorda, nos Arrifes. A idade da gruta, está determinada num intervalo compreendido entre os 5.000 – 12.000 anos.
o século XVI a gruta foi descrita por Gaspar Fructuoso (em "Saudades da Terra"): “Além, a pouco espaço da Fortaleza para oeste está uma ponta que se chama a Ponta dos Algares, porque saiem ali dois com as suas bocas, por dentro dos quais se caminha grande caminho por baixo da terra, por cujo vão parece que correu ribeira de biscoito, em outro tempo, não sabido nem visto”». Fiquei com vontade de lá voltar para aceder aos trilhos radicais. Devido à localização, dimensão, variedade de estruturas geológicas que podem ser observadas e aos fenómenos vulcânicos que a ela estão associados, foi classificada como Monumento Natural Regional em Decreto Legislativo Regional.
Fiz dois registos, um primeiro desenho sobre Ebru, a textura parecia relacionar-se com algumas texturas das paredes da gruta. Foi difícil desenhar nas condições lumínicas do local, apontei a cor e em casa concluí. Apeteceu-me evidenciar os tons amarelados que os fungos determinam e que embelezam, particularmente, o âmago gruta. O segundo registo fi-lo sem experimentalismos procurando apaziguamamento percetivo, usei um suporte branco com alguns resquícios de Ebru.
Foi um encontro com interesse e desafiante e é de salutar a forma como fomos recebidos, o Hugo explicou-nos o espaço e os precedimentos e deixou-nos à vontade para desenhar.

Acabámos um pouco depois da hora marcada, partilhámos os desenhos e tirámos a fotografia da praxe mas esquecemo-nos de usar o selftimer e o Francisco Queiroz acabou por não ficar no conjunto (mais fotografias aqui). 




(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton, Amsterdam e Giotto decor materiais, Posca, aguarela e caneta de tinta da china s/ Ebru) | «in situ» |


Estabelecer ligações - com Mário Linhares

Desenhar com outras pessoas faz-me vestir uma espécie de escudo protetor e torna-se mais fácil enfrentar os outros e os desafios. Depois de entrarmos no café do sr. Marco no Livramento (eu e a Sofia Botelho) para aceder à minha dose matinal de cafeína, acabei por encontrar naquele espaço (onde as mulheres não proliferam) algumas das «afeições» terrenas que prendem a Terra à «terra» e... olhar para baixo e numa perspetiva Pessoana, refletir sobre o que somos e não somos, o que queremos e não queremos ser. Pensei que não seria capaz de dar resposta ao que tinha sido proposto: olhar para baixo e aceder às coisas do alto...

Lá me levantei para sair do café (à procura de alguém com quem interagir) e apercebi-me que atrás de mim se sentava um senhor que ali pairava ou vagueava nos seus pensamentos ou... descansava. Perguntei se me deixava desenhá-lo e o senhor consentiu. O sr. José Botelho foi simpático embora pouco falador, era também um bocadinho surdo e isso dificultou um pouco a nossa conversa. Soube que era dono da charcutaria da localidade e que -ali- se sentia «em casa», como o café pertence ao genro e deixa-se estar, em frente à janela, olhando para tudo e para nada. É dono de uma charcutaria e sabe-lhe bem o descanso do fim de semana (...). Depois saí e fui procurar na rua as ligações que tinham sido pedidas. Saltitei entre uma e outra página a tentar contextualizar e relacionar as coisas com as pessoas. Pensei que as coisas do «Céu» na «Terra» são coisas da «Terra» e não do «céu». Pensei que as pessoas são «muito» ou são «nada» e o senhor José parecia - na sua pose etérea - estar mais elevado do que eu. Mais tarde, depois de termos partilhado os desenhos em grupo, pensei que querer ser «nada» pode significar ser-se «todas as coisas do mundo»... 

À parte disso fui registando as pessoas do grupo que fez o retiro com o Mário Linhares e que me receberam a mim e à Sofia Botelho com enorme simpatia. Foi um prazer desenhar com todos (Estela, Emanuelle, Isabel, Ketta, Luísa, Mário, Matias e Teresa) e espero que voltem, um abraço e obrigada pelos momentos «inspirados».


Hoje, a pensar sobre o que fiz, quer-me parecer que o exercício fica assim... por resolver!

(Pilot G-tec-C4, marcadores windsor & Newton,  Amsterdam e Giotto decor materiais, Posca e caneta de tinta da china s/ Ebru    | «in situ»