terça-feira, março 17, 2015

Conservatório de Ponta Delgada




É sempre um prazer entrar no conservatório para assistir às audições, é claro que quando se trata do nosso filho, ouvimos tudo de bom grado. Ainda assim, penso sempre na sorte que é dar aulas num local destes, onde o ruído é música... e o ambiente absolutamente sereno e pacifico. É tão importante que o Estado não se demita destes «polos» ou nichos de ensino e invista neles, a música beneficia o intelecto mas também dá grandes lições de educação e civismo. Começa logo pelos mais pequeninos que se sentam aguardando a sua vez sem fazer barulho a ouvir respeitosamente aquilo que os outros têm para oferecer. E sucedem-se os mais diversos alunos, grande e pequenos, todos no mesmo barco... tecendo uma única rede de interesses e respeito mútuos.

(Pilot G-TEC-C4 e aguarela)                                                                                                                                 | mais aqui: «in situ» |

segunda-feira, março 16, 2015

domingo, março 15, 2015

«off-shore»

De vez em quando parecem, no horizonte, umas curiosidades e lá fomos ao seu encontro. Procurámos o melhor sítio para espreitar sem que o molhe da doca nos tapasse a vista. Acompanhado do «pequeno» rebocador configurou-se uma plataforma petrolífera que é uma estrutura usada para extração de petróleo em alto mar. O que será que, por aqui, andam a fazer????

(Pilot G-TEC-C4, grafite e aguarela)                                                                                                                                            | «in situ» |

sábado, março 14, 2015

é já ali...

Descobri uma esplanada em frente ao mar, mais uma, junto à marginal e eleva-se ligeiramente do chão fazendo-nos pensar e mergulhar na imensidão da paisagem. A vivência insular está sistematicamente associada à escala e às limitações espaciais mas, viver numa ilha - aqui -também pode significar, ao contrário do que se pensa, aproximação ao infinito...

(Pilot G-TEC-C4, grafite e aguarela)                                                                                                                                       
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quinta-feira, março 12, 2015

DES...FOCADO


/*no coment*/

(Grafite, e aguarela)                                                                                                                                                                 | «in situ» |

segunda-feira, março 09, 2015

FOCADO-DESFOCADO_Desafio 52

Hoje, enquanto preenchia um «espaço vazio» no meu horário, vagueando - em pensamento e olhar - à procura de uma resposta para este desafio que me remeteu, de imediato, para o «OUT OF FOCUS» onde Woody Allen faz um registo metafórico inquietante...

Tenho o privilégio de trabalhar numa escola que se situa num antigo palácio: o Palácio da Fonte Bela. É um edifício romântico e que, além de muitos outros espaços, integra um jardim da mesma época. Pela janela, do gabinete do meu grupo disciplinar, avistam-se duas palmeiras que ultrapassam, em muito, o pé direito da sala. 
Fiquei à espera de uma «boa nova» trazida por algum pisco de papinho ruivo que eventualmente por ali passasse. Apercebi-me que, de tantos vidros, apenas um bloqueava a minha procura. Roubada foi a nitidez do vislumbre e aquele vidro fosco passou a destacar-se no janelão!

(Pilot G-TEC-C4, grafite, posca branca e aguarela)                                                                                                                     | «in situ» |

quarta-feira, março 04, 2015

Rua Arístides da Mota

Um caderno novo tem sempre vantagem sobre os antigos... haaa, ainda não concluí o antigo mas, resolvi experimentar o Venezia Book que pedi que me trouxessem de Lisboa, o papel Fabriano de 200 mg apela para a experimentação...

(Pilot G-tec-C4, grafite e aguarela)

terça-feira, março 03, 2015

Encontro 07 | Sete Cidades | 01 Março 2015_#3

Para nos abrigarmos do frio, eu e o Zé, dirigimo-nos à esplanada do café Green Love. Sentámo-nos perto do Paulo Brilhante que ali estava em processo de «acabamento», dando as últimas camadas de aguarela nos seus «rabiscos». Chegaram a Sofia Botelho e a Cristina Moscatel e alguns cafés se tomaram na esperança de que as chávenas estivessem quentes. O Mário também se juntou a nós, depois o Gabi Campanario e todos sucessivamente... desenhámos, em conversa, aproveitando o tempo até ao limite. E chegámos ao final do encontro!!!

Depois, chegou a hora de partilhar os desenhos e os mais novos estavam delirantes com a presença do Gabi Campanario (o fundador do grupo USK) e contentes por reverem o Mário Linhares


Além disso, não é todos os dias que podemos ver, in situ, o trabalho da Brenda Murray e da Jessie Chapman. O núcleo «duro» dos UKS é muito simpatico, acessível, comunicativo e simples. Gostaríamos de voltar a tê-los por cá!!!
Depois da partilha dos desenhos, deu-se lugar à fotografia de praxe, onde não constam algumas das pessoas que sairam mais cedo mas, ainda asssim, comprova que o evento foi bastante participado!!
Manuel Silva, Gil Silva, Inês Peixoto, Leonor Peixoto, Maria Sofia Meirelles, Sara Azad, Sara Rocha, José Artur Cabral, Brenda L. Murray, Inês Gonçalves, Daniel Borges, Mário Linhares, Sofia Carolina Botelho, Pedro Pascoal, Susana Câmara, Cristina Moscatel, Sandra Medeiros, Jessie Chapman, Paulo Henrique Melo, Ricardo Martins, Paulo Brilhante, Gabi Campanario, Madalena Correia, Iúri Arruda, Pedro Pedroso, Luísa Guimarães, Alexandra Baptista , Cristina Neto (que foi embora mais cedo com o Diogo Sequeira, Mariana Fernandes e Catarina Martins), Joana Ramos e Carlos. Julgo que não me esqueci de ninguém, haaa sim, a Laura e o António estavam algures na brincadeira!

(Pilot G-TEC-C4, grafite e aguarela)                                                                                                                                               | «in situ» |

Encontro 07 | Sete Cidades | 01 Março 2015 #02

Devo ter sido a última a chegar às Sete Cidades... já estava toda a gente envolvida a desenhar, dei uma volta para cumprimentar os sketchers mais novos e os outros também... Senti-me perdida no meio de «tanta natureza» e dei uma volta a tentar perceber o lugar. Aqui, a cratera do vulcão (lagoa) envolve-nos e é de tal forma abrangente que nos sentimos dentro da «pintura» mas fora do lugar... comecei por me sentar no pontão onde a brisa era gelada...


Apreciei, novamente, a obra do Arquiteto Souto Moura que vai estando- gradualmente- mais cúmplice da envolvência.
   


Este foi um encontro muito especial, porque também participaram os membros do grupo internacional
Brenda Murray, Gabi Campanario, Jessie Chapman e Mário Linhares que vieram -este ano- até Ponta Delgada para organizar a programação anual.

(Pilot G-TEC-C4, caneta de feltro, grafite e aguarela)                                                                                                               | «in situ» |

Encontro 07 | Sete Cidades | 01 Março 2015_#01

«Conta a lenda que há muitos, muitos anos, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, existia um grande reino onde vivia uma jovem princesa de olhos azuis, muito bela e bondosa.
A princesa gostava muito da vida no campo e uma das suas actividades favoritas era passear pelos campos, sentindo o cheiro das flores, molhando os pés nas ribeiras ou apenas apreciando a beleza dos montes e vales que rodeavam o reino.
Um dia, durante um dos seus longos passeios, a jovem princesa passou por um prado onde pastava um rebanho. Ali perto, tomando conta do seu rebanho, estava um simpático pastor de olhos verdes, com quem a princesa decidiu conversar.
A princesa e o pastor falaram muito. Falaram dos animais, das flores, do tempo e de todas as coisas simples e belas que os rodeavam. Depois deste dia, os dois passaram a encontrar-se todos os dias para conversar.
Os dias e as semanas foram passando, e a princesa e o pastor encontravam-se todos os dias no mesmo lugar onde se tinham conhecido. Com o passar do tempo foram-se apaixonando e acabaram por trocar juras de amor eterno.
Mas a notícia dos encontros da princesa com o pastor acabaram por chegar aos ouvidos do rei, que não ficou nada satisfeito. Queria ver a sua filha casada com um príncipe de um dos reinos vizinhos e, por isso, proibiu-a de voltar a ver o pastor.
Por respeito ao pai, a princesa aceitou esta cruel decisão, mas pediu-lhe que a deixasse ir mais uma vez ao encontro do pastor para se poder despedir dele. Sensibilizado, o rei disse-lhe que sim.
A princesa e o pastor encontraram-se pela última vez nos verdes campos onde se conheceram… Mais uma vez, passaram o tempo a falar longamente sobre o seu amor e igualmente sobre a sua separação.
Enquanto conversavam choravam também.
E choravam tanto que as lágrimas dos olhos azuis da princesa correram pelo vale e formaram a lagoa azul; já as lágrimas dos olhos verdes do pastor caíram com tanta intensidade que formaram a lagoa de água verde.
Por fim, os dois amados despediram-se e as lágrimas choradas pela sua separação formaram duas lagoas que ficaram para sempre juntas - tal como os dois enamorados, nunca se poderiam unir, mas também nunca se iriam separar.
Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde: são chamadas de "Lagoas das Sete Cidades". Nos dias de sol mais brilhantes, as cores das duas lagoas são tão intensas que quase se consegue imaginar o olhar apaixonado do pastor dirigido para a sua princesa».

(Pilot G-TEC-C4, caneta de feltro e aguarela)                                                                                                                                | «in situ» |